São-Tomé e Príncipe já está no Fórum

dos milhões de dólares da China

Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência Noticiosa STP-Press

São-Tomé, 30 Marc ( STP-Press) – São Tome e Príncipe acaba ser admitido no Fórum de Macau, instituição da China Popular destinada a cooperação com os Países de Língua Portuguesa, através de um fundo de investimento chinês estimado em 1.000 milhões de dólares.

Segundo a Agência Macauhub, citando a secretária-geral da instituição, Xu Yingzhen, São Tome e Príncipe foi admitido quarta-feira como membro do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), no final de uma reunião realizada em Macau.

No encontro, que reuniu os embaixadores dos países de língua portuguesa acreditados na China, elementos do governo chinês, do governo de Macau e responsáveis do Fórum de Macau, São Tomé e Príncipe já esteve representado pelo coordenador do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Djazalde Pires dos Santos Aguiar.

São Tomé e Príncipe não pertencia ao Fórum de Macau desde a sua criação pela China em Outubro de 2003 por manter relações diplomáticas com Taiwan, situação que se alterou no final de 2016 quando restabeleceu relações com Pequim e cortou os laços com Taipé.

O Fórum é um mecanismo da cooperação de iniciativa oficial sem carácter político, que tem como tema chave a cooperação e o desenvolvimento económico com objectivo de reforçar a cooperação e o intercâmbio económico entre a República Popular da China e os Países de Língua Portuguesa e dinamizar o papel de Macau como plataforma de ligação a esses países bem com a promoção de desenvolvimento dos laços entre Pequim, Macau e os Países lusófonos.

O Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com um capital social de 1.000 milhões de dólares, anunciado no decurso da 4.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, é uma iniciativa conjunta do Banco de Desenvolvimento da China e do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização de Macau (FDIC).

O Fundo concentrar-se-á nas necessidades de investimento e financiamento das empresas do interior da China (incluindo Macau) e dos países de língua portuguesa, colocando ênfase no apoio à entrada das empresas do interior da China e de Macau no mercado dos países de língua portuguesa e atração das empresas desses países para se desenvolverem na China.

Com esta possibilidade de integração, São-Tomé e Príncipe poderá vir a juntar-se a Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste que já fazem parte do Fórum de Macau, criado em Outubro de 2003, numa iniciativa da China, através do ministério do Comércio, com sede em Macau.

 

 

 

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