Comunidade internacional deseja paz e prosperidade ao povo de São Tomé e Príncipe

Por: Jornalista Manuel Dênde em São Tomé e Príncipe

São Tomé, 17 Fev. (STP-Press) – O Embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe, Alfredo Eduardo Mingas, renovou hoje (quinta-feira), na cidade de São Tomé, em nome do Corpo Diplomático, votos de “esperança” e de “uma vida melhor” ao Povo do arquipélago de São Tomé e Príncipe.

O diplomata angolano falava, esta manhã, no Palácio Presidencial, na qualidade de novo Decano de Corpo Diplomático, no âmbito de uma cerimónia de apresentação de cumprimentos de Embaixadores residentes e não residentes acreditados no país ao Chefe de Estado São-tomense, Evaristo de Carvalho, por ocasião do ano novo de 2017.

Sublinha-se que Alfredo Mingas substitui nesta qualidade o ex-Embaixador da Guiné-Equatorial em São Tomé e Príncipe, António Embalo.

“Oferece-nos a singela ocasião para desejarmos os nossos votos sinceros de muita saúde e longa vida à Vossa Excelência e sua excelentíssima família, augurando-lhe os maiores êxitos no exercício do mandato que acaba de iniciar, na certeza de que tudo fará para renovar a esperança do Povo São-tomense por uma vida melhor, na paz, na estabilidade, progresso, liberdade, democracia e bem-estar social’’. 

Referindo-se a cooperação bilateral com São Tomé e Príncipe, Alfredo Mingas, aproveitou a ocasião, para reafirmar “solenemente” ao Chefe de Estado que a Comunidade Internacional ali representada “tudo fará para continuar a aprofundar e consolidar os laços de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os nossos Povos e Países com o Povo e as autoridades São-tomenses, alicerçadas no quadro de uma verdadeira parceria virada para o desenvolvimento e com vantagens recíprocas”.

Pontuando o ambiente político no país, o Embaixador de Angola reconheceu que “a eleição de Evaristo de Carvalho, em julho último, representa o culminar de um processo capaz de se pôr termo a instabilidade política e inaugurar em São Tomé e Príncipe uma nova era de paz e de estabilidade das instituições, tão indispensável à criação de condições capazes de alavancar o desenvolvimento sustentado deste país africano”.

Na perspectiva de fortalecer o quadro político institucional, este responsável angolano, sugeriu, ao Chefe de Estado São-tomense, tendo este considerado de “fundamental” que “as autoridades aproveitem este precioso quadro político e institucional actualmente existente no país, como espaço privilegiado para analisar e debater prioritariamente com todas as sensibilidades, sejam elas poder, oposição ou sociedade civil organizada, todas as questões que se prendem verdadeiramente com o desenvolvimento do país, visando reforço da unidade e coesão nacionais, indispensáveis à execução de tarefas tão gigantescas e desafiantes como as que São Tomé e Príncipe tem pela frente, onde o combate à pobreza, à exclusão e ao desemprego, sobretudo das camadas mais jovens, devem constituir a regra de ouro de todo este combate, rumo ao desenvolvimento sustentável”.

No plano internacional, o diplomata referiu-se a situações de incerteza que ameaçam o Mundo, com destaque para nova administração norte-americana, da qual “seus reflexos a nível mundial e particularmente no continente africano”.

Ainda em África, Alfredo Mingas faz considerações inerentes a situações de conflitos e crises de várias ordens e em vários países da “nossa região, cujos reflexos se advinha um futuro preocupante e de grandes desafios decorrentes do seu corolário multifacetado”.

Saudou, por exemplo, a reaproximação de Marrocos a África, a qual traduziu-se na sua readmissão pela União Africana, assim como aplaudiu a decisão de São Tomé e Príncipe de efectuar reajustes nas suas relações diplomáticas internacionais aludindo ao “princípio de uma só China”, e daí ter retomado em dezembro último as suas relações diplomáticas com a República Popular da China.

Pontuou também, acções de aproximação da então administração Obama a Cuba, a qual advertiu “e que, pese embora os sinais algo preocupantes das primeiras semanas da Nova Administração, sobretudo, na política de migração, continuamos esperançosos de que ela possa dar sequência a todo este processo para o bem de ambos os Povos e países”.

Numa perspectiva transatlântica e no âmbito de desanuviamento do clima de tensão no Mundo, este diplomata, não esqueceu da Rússia, União Europeia, situação na Ucrânia, na Síria, “mas sobretudo aquela que se converteu num penoso drama a nível mundial que se chama a crise de refugiados, ditado pelas consequências do conflito armado sírio”.

A propósito, considerou, igualmente, de “penoso” o drama do povo palestino num conflito interminável com Israel.

Este conflito que tem ceifado inúmeras vidas no médio oriente, para Alfredo Mingas, “tem-se vindo a confrontar com o surgimento de grupos radicais e extremistas com tentáculos e ramificações preocupantes no continente africano, provocando instabilidades e um clima de terror sem precedentes, numa combinada acção de pirataria, tráfico de droga, de armas e de seres humanos, com perda considerável de vidas humanas que urge ser combatida de forma global, pela natureza global das suas ligações, ramificações e apoios”.

Dispensando alguma atenção sobre a situação social em África, Alfredo Mingas não deixou de abordar a situação de várias doenças e epidemias que afectam o continente, com destaque para “HIV-SIDA, Cólera, bem como os reflexos ainda visíveis do vírus Ébola”.

Por último, “ é com redobrado prazer que quero, em nome do colectivo do Corpo Diplomático e Consular acreditado no país e no meu próprio, aproveitar mais uma vez o ensejo para saudar e agradecer penhoradamente Vossa Excelência, Senhor Presidente, e manifestar-lhe toda a nossa satisfação pela forma calorosa e hospitaleira como temos sido tratados e acarinhados tanto pelos órgãos de Soberania e demais instituições da República, como pelo Povo de São Tomé e Príncipe em geral”.

Além de vários embaixadores residentes no país, deslocaram-se a propósito, a cidade de São Tomé, membros de corpo diplomático não residentes no país, por exemplo, instalados nos países vizinhos, como Gabão, Guiné Equatorial, Angola, Congo Brazzaville, Costa do Marfim, e Portugal, para os devidos efeitos.

Presentes na cerimónia, mais de quatro dezenas de diplomatas estrangeiros que representam seus países junto do Estado de São Tomé e Príncipe.

Fim/MD

 

 

 

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