Trovoada tranquiliza são-tomenses sobre corte com Taiwan e garante interesses acautelados

São-Tomé, 22 Dez (STP-Pres) –  O primeiro-ministro, Patrice Trovoada declarou que o corte de relações com Taiwan é uma " visão de desenvolvimento”  para “melhorar as suas condições de vida" do povo são-tomense, tendo sublinhado que “os efeitos colaterais" da decisão foram "perfeitamente acautelados e não trarão consequências de natureza penosa" ao arquipélago.

Comentando a decisão Patrice Trovoada declarou que o corte unilateral com Taiwan é uma " visão de desenvolvimento” que passa pela “abertura e cooperação com todos” numa perspectiva do seu governo “melhorar as suas condições de vida" do povo de São-Tomé e Príncipe.

O chefe do governo explicou que "a nossa visão de desenvolvimento passa pela abertura e cooperação com todos, passa pelo posicionamento de São Tomé e Príncipe., tendo acrescentado que “temos a nossa programação e temos o compromisso com o povo de melhorar as suas condições de vida".
Trovoada disse trata-se de uma decisão "a mais acertada para São Tomé e Príncipe", tendo em conta a visão do Governo para o desenvolvimento do arquipélago.

Com argumento que a Republica Popular de China hoje é o maior parceiro bilateral do continente africano, Trovoada sustentou que "com uma relação estratégica muito importante com a União Africana" de que São Tomé faz parte, "é a segunda economia mundial e é membro permanente do Conselho de Segurança".

Depois de ter defendido a necessidade do seu governo em "reequilibrar esse posicionamento a nível internacional", o chefe do governo disse que “há uma evolução no contexto internacional que faz com que os interesses não possam ser preservados com uma política de discriminação de um Estado que tem esse peso e essa presença na cena mundial".

Patrice Trovoada tranquilizou os são-tomenses quanto a decisão, tendo sublinhado que "os efeitos colaterais" da decisão, nomeadamente no que diz respeito aos estudantes em Taipé e aos projetos em curso no arquipélago, foram "perfeitamente acautelados e não trarão consequências de natureza penosa".

Questionado sobre um eventual pedido rejeitado de apoio financeiro de "uma quantia astronómica" de entre 100 e 200 milhões de dólares, feito a Taiwan, Patrice Trovoada não confirmou nem desmentiu, sublinhando tratar-se de "declarações a quente".

"Nas relações de cooperação ninguém dá sem receber. As relações são relações de trocas, se falarmos das necessidades de São Tomé e Príncipe, dizer que 100 milhões são astronómicos para as necessidades do nosso país, digo que não é", considerou Patrice Trovoada.

O primeiro-ministro citou o projeto de alargamento do aeroporto internacional, avaliado em 200 milhões de dólares, o projeto do porto de águas profundas, avaliado entre 470 milhões e 800 milhões de dólares, ou a reabilitação completa das estradas do país, orçada em 100 milhões de dólares.

Fim/RN

 

 

 

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